Pesquisar este blog

0

A conquista do tempo



A saga da conquista do tempo

Abram-se caminhos, pois ele irá passar.
Abram-se portas, túneis, pontes, trincheiras.

Abram-se os olhos daqueles que não vêem
E os corações dos que não sentem.

Ele conquistará o pico do mundo,
Saltará e voará com as asas da sua imaginação.
Conquistando todos os céus, Soberano sobre todas as terras.

Inverterá todos os sentidos, sensações e significados.
Recriará o novo, reinventará o passado.

Sua História será a de tudo e de todos.
A História do tempo por ele mesmo.
Pois ele é o próprio tempo.
Possui todo o universo ao alcance da sua mente,
Conhece de perto as proporções do infinito.
O limite não tem sentindo não conhece o significado do fim.

FIM
Read more
0

Moléculas



Moléculas de cor fundem-se em sonhos coloridos. Perdemo-nos nesses sonhos quando criança, e os perdemos quando adultos. Crescer é a maior dialética da vida. O mundo imagético dar lugar ao Pós-histórico, e imagens vira símbolo. Deixamos de imaginar para decifrar. É quando o mundo perde toda sua mágica.
A vida não passa de uma crônica da humanidade.
Read more
0

Seres



Quando era criança um ser estranho era recorrente em meus sonhos, um ser grande constituído de luz branca; ele não me assustava, ao contrário de tantos outros, de alguma forma sabia que ele não era ameaça para minha segurança. Hoje me pergunto: O que era, ou o que representava aquela criatura de luz?

Muitos tentaram ou tentam descobrir o que são os sonhos. Outros juram que já descobriram. Mas seja ele uma experiência espiritual, ou projeções do subconsciente, o sonho possui um sentido. A busca desse sentido moveu o mundo e é o propulsor do homem. Um dia o Homem sonhou em conquistar os mares, sonhou ser mais veloz, voar, conquistar o espaço, ter poder para copiar a vida e destruí-la com o apertar de um botão. Os sonhos não iram acabar até que haja uma só alma viva no mundo.

Eu não sei o que era aquele ser de luz dos meus sonhos, talvez nunca saiba, e não sei onde possa me levar. Sei que me afetou, do contrario não estaria aqui escrevendo sobre ele, não teria recordado quando olhei para o resultado dessa foto. Recordei-me no exato momento que olhei para a foto que aquele ser tinha uma silhueta semelhante com a dessa criatura, em proporções e em ângulo de visão quase idênticos.

Às vezes meus sonhos ainda me assustam.

Read more
0

Fortaleza mãe



Parece ser o lugar mais seguro do mundo, e talvez até seja. Uma fortaleza de amor em que os muros a as grades são feitas de braços e mãos, que acolhem toda sua pequenez com o carinho que só os deuses mais bondosos possuem pela suas criaturas. Lá fora o mundo desaba, mas esta a salvo pela ausência da subjetividade do seu tempo.

Invejo a relação puramente afetiva, a relação sensorial que essas pequenas criaturas possuem com o mundo, um mundo que se limita ao próximo, a presença física. Sem memória, sem julgamento, as coisas são somente o que sentimos e nada a mais.

Ó pequena criatura que está fadada a se tornar o que somos.


Não Há

(Diogo Soares / Márcio Magrão / João Eduardo / Jorge Anzol)


(...)

Não acredite na intenção não revelada

Não admita se vier a conhecer

O que não há, não é, não há

Se nunca pode vir a ser


Serei cortante como a lâmina da língua

Eu vivo à míngua do meu próprio ser

E vá crescer

Que eu sempre serei criança
(...)
Read more
0

Inanimados



Figuras inanimadas que ganham vida na imaginação do infanto. Tudo tem mais vida aos olhos de uma criança, uma caixa de sapato vira carro, pedaço qualquer de pau vira a mais afiada espada. Aventuras e mais aventuras movidas pelo imaginário, que supera qualquer barreira física teorizada pelos mais inteligentes dos adultos. Nesse plano somos tudo, podemos voar, soltar raios pelos olhos, controlar o mundo com a mente... Nesse plano somos eternos. Isso me faz acreditar que os maiores segredos do universo estão na mente da criança, elas são as respostas para tudo. E se quardasse-mos parte desse espírito com nós, seriamos mais felizes, viveríamos mais; saberíamos mais; amaríamos mais; sofreríamos menos.
Read more
0

Onírico



O lúdico olhar da infância permanece, mesmo que em alguns casos estejam adormecido pelo endurecimento do amadurecer. Nessa série, como fotografo, tento resgatar esse olhar no meu cotidiano e de terceiros – sejam eles os observadores ou até mesmo o próprio assunto a ser fotografado. Sempre se tratando de assuntos que remontam aspectos da infância. Devido à distância temporal ou meramente psicológica, vários trabalhos revelam um acentuado onirísmo. Desse modo intitulei o primeiro trabalho dessa série como Onírico. Esse primeiro trabalho resultou no meu fascínio pela fotografia e suas inúmeras possibilidades e interpretação do cotidiano, a possibilidade de congelar uma fração do tempo através da sua imagem; a percepção de um universo constituído de luz.
Read more